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Michael Jackson, o maior ícone pop da história, colecionou uma série de bizarrices ao longo de sua carreira. As atitudes nada convencionais do cantor renderam a ele o apelido ''Wacko Jacko'' (Jacko Malucão, em tradução livre). A mais notória de suas esquisitices foi a mudança da cor de sua pele e a transformação radical de seus traços faciais. A metamorfose começou no início da década de 80 e não se sabe exatamente a quantas cirurgias plásticas o astro se submeteu - há relatos de que só no nariz foram pelo menos dez procedimentos. Além disso, Michael afinou os lábios, mudou as sobrancelhas e o formato do queixo.
Em entrevistas, o cantor atribuía a mudança da cor de sua pele a duas doenças raras combinadas, vitiligo e lúpus, mas nunca houve confirmação. Muitas outras lendas e histórias alimentaram as manchetes dos jornais ao longo da carreira de Michael. Algumas histórias, ele mesmo criava. Caso do boato de que dormia em uma câmara hiperbárica para retardar o envelhecimento ou de que teria comprado os ossos de Joseph Merrick, o Homem Elefante, do Hospital Real de Londres - apesar de ter tentado várias vezes e por somas milionárias, ele nunca adquiriu o esqueleto. Michael era tão obcecado pelo personagem que chegou a ver o filme O Homem Elefante, de David Lynch, mais de 30 vezes.
Rei do Pop
Outra invenção de Michael foi seu título de ''rei do pop''. Ao lançar Black or White, em 1991, Michael enviou um comunicado a canais de TV como Fox e MTV, pedindo que se referissem a ele apenas como ''rei do pop'' ao longo de duas semanas. A jogada deu certo. ''Quem somos nós para ficar na frente da roda do progresso? Como eles (os astros) queiram ser chamados, nós obedeceremos'', declarou o CEO da MTV na época, Tom Freston. Neste mesmo período, começou a andar sempre de máscara, para esconder as plásticas em decorrência de uma suposta queimadura que o cantor teria sofrido durante a gravação de um comercial. Foi quando também passou a ficar mais paranóico com a superexposição, chegando ao ponto de, anos mais tarde, vestir todo os filhos com máscaras e panos para cobrir a face.
Terra do Nunca
Nos anos 90, com o declínio da carreira, o comportamento excêntrico de Michael ficou ainda mais evidente. Ele passou a se refugiar em sua propriedade em Santa Bárbara, na Califórnia. O rancho de 2.700 acres, avaliado em 22 milhões de dólares, ganhou o nome de Neverland (Terra do Nunca, em homenagem a Peter Pan, o menino que nunca cresce) e era um mundo à parte, com parque de diversões nos moldes de um mundo de conto de fadas e um minizoológico com cavalos, zebras, búfalos e chimpanzés.
Cercada por guardas armados e um sistema de segurança sofisticado, Neverland estava sempre repleta de crianças, a companhia favorita de Michael. Vince Paterson, coreógrafo que trabalhou com Jackson por alguns anos, afirmou que o astro só se sentia à vontade cercado por menores de idade - seu melhor amigo era o ator mirim Macaulay Culkin. ''Ele tinha medo das pessoas'', afirmou. Em 1993, Michael foi acusado de abusar sexualmente do menino Jordan Chandler, de 13 anos, e a polícia invadiu seu rancho para recolher provas. O escândalo afundou de vez a carreira do astro. No ano seguinte, Jackson fechou um acordo extrajudicial com a família de Chandler e pagou 23 milhões de dólares a eles para que as acusações fossem retiradas. Em março de 2008, Jackson chegou a vender Neverland em um leilão para arrecadar dinheiro para saldar dívidas, mas conseguiu recuperar a propriedade após oito meses, associando-se a um grupo de investidores imobiliários.
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