Adaptações de clássicos para a TV

 

Decamerão - A Comédia do Sexo

Crédito:

Decamerão é uma coletânea de cem textos escritos por Giovanni Boccaccio no século XIV. No original, um grupo de jovens foge da peste bubônica, refugia-se em um campo e se entretém ao contar histórias e fazer várias festas. A série Decamerão - A Comédia do Sexo, que está sendo exibida pela Globo, é inspirada em algumas dessas histórias, mas gira em torno de três casais: Tofano (Matheus Nachtergaele) e Monna (Deborah Secco), Tessa (Drica Moraes) e Calandrino (Edmilson Barros), Filipinho (Daniel Oliveira) e Isabel (Leandra Leal). O padre Masetto (Lázaro Ramos) e a prima francesa de Isabel, Belisa (Fernanda de Freitas) aparecem para bagunçar esses relacionamentos.

Capitu

Crédito:

Capitu traiu ou não traiu Bentinho? A pergunta, tema de discussões entre os amantes de literatura em todo o Brasil, chegou às telas em 2008. A microssérie Capitu, adaptação do clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis, foi uma homenagem ao centenário de morte do escritor. Maria Fernanda Cândido, que já tinha sido Capitu no cinema, em 2003, repetiu a experiência. Michel Melamed interpretou Bentinho. Na adolescência, os personagens foram vividos por Letícia Persiles e César Cardareiro. A produção manteve a narrativa do livro e, consequentemente, o mistério sobre a infidelidade - ou não - da esposa do Dom Casmurro.

Gabriela

Crédito:

A novela Gabriela, baseada no romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, fez o maior sucesso em 1975. Ao interpretar a heroína brejeira, que enlouquecia os homens à sua volta, Sônia Braga consolidou sua imagem como símbolo sexual no Brasil. A partir daí, os livros do escritor baiano caíram no gosto do público, direto da telinha da TV. Entre outras adaptações de suas obras, estão a novela Tieta, inspirada em Tieta do Agreste; a minissérie Teresa Batista, que atraiu as atenções para a então iniciante Patrícia França; e a trama Porto dos Milagres, baseada nos romances Mar Morto e A Descoberta da América pelos Turcos.

Grande Sertão: Veredas

Crédito:

Adaptar o maior romance de Guimarães Rosa, cheio de neologismos, linguagem revolucionária e uma história de amor nada convencional, transformando tudo isso em um roteiro acessível aos telespectadores, era uma tarefa dificílima. No entanto, foi realizada em 1985, com a minissérie Grande Sertão: Veredas, da Rede Globo. Bruna Lombardi interpretava Deadorina, que se travestiu como o jagunço Diadorim para tentar vingar a morte do pai. Ela atraiu as atenções do colega Riobaldo, vivido por Tony Ramos. Ele não entendia sua paixão e passou a ter conflitos de sexualidade, pois não imaginava que Diadorim era uma mulher.

Escrava Isaura

Crédito:

Lucélia Santos interpretou inúmeros papéis depois de Isaura, a protagonista da novela global de 1977, baseada na obra de Bernardo Guimarães. Mesmo assim, é conhecida em todo o mundo por conta da personagem, já que a produção foi exibida em cerca de 100 países. Em 2004, Bianca Rinaldi encarou o desafio de dar uma nova cara à famosíssima escrava, no remake feito pela Record. Outro personagem marcante da trama era o vilão Leôncio, vivido por Rubens de Falco na primeira versão, e por Leopoldo Pacheco na segunda.

As Pupilas do Senhor Reitor

Crédito:

O romance açucarado do escritor português Júlio Diniz virou novela do SBT em 1994. Debora Bloch era Guida, que, ao lado da irmã, Clara (Luciana Braga), vivia sob os cuidados do padre Antônio (Juca de Oliveira), o Senhor Reitor. O papel do mocinho Daniel, o jovem médico prometido de Guida, ficou por conta de Eduardo Moscovis. A obra já tinha sido adaptada para a TV em 1970, pela Record.

Engraçadinha... seus Amores e seus Pecados

Crédito:

Os textos de Nelson Rodrigues, que causaram polêmica entre as décadas de 40 e 70, ainda podem ser considerados ousados nos dias de hoje. As cenas sensuais da minissérie Engraçadinha, adaptada do romance Asfalto Selvagem, de 1959, deram o que falar em 1995. Alessandra Negrini interpretava a jovem desinibida Engraçadinha, e na segunda fase da trama, a personagem, já traumatizada e bem-comportada, foi vivida por Cláudia Raia. No ano seguinte, a Globo também exibiu a série A Vida Como Ela Ʌ, baseada em contos do autor. Antes dos roteiros mais controvertidos, os folhetins românticos do escritor, sob o pseudônimo de Suzana Flag, já faziam sucesso na TV. É o caso das novelas Meu Destino É Pecar e O Homem Proibido, apresentadas pela emissora nos anos 80.

O Tempo e o Vento

Crédito:

A minissérie global de 1985 levava o nome da trilogia O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, mas era baseada no primeiro volume da obra, O Continente. A história da família Cambará, protagonizada por Gloria Pires, que interpretava Ana Terra, Louise Cardoso, que era sua neta, Bibiana, e Tarcísio Meira, que vivia seu marido, o Capitão Rodrigo, fez tanto sucesso que muitos garotos nascidos na época foram batizados com o nome do herói. Em 1994, foi realizada outra minissérie inspirada numa obra do escritor gaúcho, Incidente em Antares, que contou com Fernanda Montenegro, Paulo Goulart e Diogo Vilela no elenco.

O Primo Basílio

Crédito:

Em 1988, o livro O Primo Basílio, de Eça de Queiroz, foi adaptado para uma minissérie da Rede Globo. Giulia Gam era Luísa, esposa do sério Jorge (Tony Ramos), que traiu o marido ao reencontrar o primo Basílio (Marcos Paulo), sua paixão da adolescência. A mocinha não poderia sair impune, pois estava sob vigilância da empregada Juliana (Marília Pêra). A vilã passou a chantagear Luísa e transformou sua vida num inferno. Em 2001, outro romance do autor virou minissérie: Os Maias, que tinha como protagonistas Ana Paula Arósio e Fábio Assunção.

Memorial de Maria Moura

Crédito:

Em 1994, na minissérie da Rede Globo, Gloria Pires deu um show de interpretação como a mulher forte e aventureira que dá nome ao livro de Rachel de Queiroz. Maria Moura passou por várias tragédias: perdeu a mãe, foi seduzida pelo padrasto e teve que disputar suas terras com parentes. Ela formou um bando e criou uma verdadeira fortaleza para impedir a invasão de seu sítio pelos primos gananciosos. Memorial de Maria Moura também marcou a primeira atuação de Cleo Pires na televisão. Ela fez o mesmo papel da mãe, na infância.

Melhor visualizado em IE6 e Firefox2 (ou superior) na resolução 1024x780 pixels (ou superior)

Copyright ® 2009, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados

Amplia foto